terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um grande equívoco e uma bela surpresa em cartaz nos cinemas brasileiros

Sabe aquele filme no qual você sai do cinema surpreendentemente satisfeito? Esta foi a minha impressão ao assistir neste último final de semana ao excelente Na Mira do Chefe (In Bruges), que pelo título em português imagina-se tratar de uma comédia meio boba e despretensiosa, mas que no final revela-se um filme absolutamente interessante, com ótimo roteiro e recheado de tiradas sarcásticas, além de uma pitada de drama.

Estrelado por Colin Farrell (Miami Vice, O Sonho de Cassandra, Alexandre) e Brendan Gleeson (Gangues de Nova York, A Vila, Harry Potter), o filme é dirigido pelo diretor estreante Martin McDonagh, que traz uma criativa mistura de filme policial, drama e comédia.

Dois matadores de aluguel, Ray (Farrell) e Ken (Gleeson) são mandados pelo neurótico chefe (Ralph Fiennes, de O Jardineiro Fiel) para Bruges, na Bélgica, após fazerem uma burrada em um serviço. As diferenças culturais entre os dois colegas dá o tom de comédia do filme, às vezes politicamente incorreto, que se repente se transforma em drama por causa de problemas de consciência que os dois assassinos terão ao longo da trama.

Um belíssimo filme, amparado num roteiro inteligente e de quebra ótimas atuações de grandes atores. Um programaço, não perca!


Em compensação....

Eu já estava consciente que iria perder dinheiro ao assistir As Duas Faces da Lei (Righteous Kill). As críticas que li eram todas desfavoráveis, mas como tenho um certo pé atrás em relação aos críticos, resolvi arriscar. Estava no mínimo curioso: como pode ser tão ruim um filme que reúne dois gigantes do cinema como Roberto De Niro e Al Pacino? Pois é, mas pode.

Dirigido por Jon Avnet (Tomates Verdes Fritos) e com roteiro de Russell Gewirtz (O Plano Perfeito), além da dupla De Niro e Pacino, o filme teria tudo para dar certo, mas contraria a lógica e o resultado é um grande equívoco de 100 minutos de duração. O roteiro é frágil e óbvio, sem contar algumas atuações sofríveis (De Niro mostra uma preguiça irritante diante da câmera).

O que me deixou surpreso, porém, foi ver a sala do cinema em que estava quase lotada. O que me leva a pensar em duas hipóteses: ou o público é masoquista e gosta de gastar dinheiro com qualquer porcaria, ou não lê jornal e vai ao cinema apenas pela fama dos astros principais. Talvez sejam as duas coisas.

Fotos: Divulgação

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