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sábado, 28 de março de 2009

Gran Torino (Gran Torino)



Simplesmente soberbo o mais recente trabalho do Clint Eastwood, sem dúvida uma ausência na lista dos indicados ao Oscar 2009. Em Gran Torino, ele faz o papel do rabujento Walt Kowalski, que logo depois de ficar viúvo precisa aprender a conviver com uma família de imigrantes hmong, vindos do Laos. A forma com que o velho Kowalski se torna amigo dos vizinhos, em especial do garoto Thao, dá o tom especial ao filme, com direito a um final surpreendente e emocionante.

Ficha técnica
Nome:
Gran Torino (Gran Torino)
Origem: EUA

Ano da produção: 2008
Gênero: Drama
Duração: 116min
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Clint Eastwood (Walter Kowalski), Christopher Carley (Padre Jonovich), Bee Vang (Thao Vang Lor), Ahney Her (Sue Lor)

COTAÇÃO DO BLOG: EXCELENTE

Fonte: Adoro Cinema

segunda-feira, 2 de março de 2009

O Leitor (The Reader)



Uma história de amor que resiste ao tempo e a segredos terríveis da época do nazismo. Só isso já bastaria para fazer de O Leitor (The Reader) um ótimo filme. Mas há ainda a estupenda atuação de Kate Winslet, que ganhou merecidamente o Oscar de Melhor Atirz por sua interpretação inesquecível de Hanna Schmitz, que vive uma ex-guarda de campo de concentração que nos anos de pós-Segunda Guerra Mundial trabalha como cobradora de trem e apaixona-se pelo adolescente Michael Berg.

Apesar das diferenças de idade, os dois vivem uma bonita história de amor. Até que um dia Hanna desaparece misteriosamente. Oito anos se passam e Berg, então um interessado estudante de Direito, se surpreende ao reencontrar seu passado de adolescente quando acompanhava um polêmico julgamento por crimes de guerra cometidos pelos nazistas.

Ficha técnica
Nome:
O Leitor (The Reader)
Origem: EUA/Alemanha

Ano da produção: 2008
Gênero: Drama
Duração: 124min
Direção: Stephen Daldry
Elenco: Ralph Finnes (Michael Berg), David Kross (Michael Berg - jovem), Kate Winslet (Hanna Schmitz), Bruno Ganz (Prof. Rohl)

COTAÇÃO DO BLOG: EXCELENTE

Fonte: Adoro Cinema

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A irritante mania de falar mal do Oscar


É impressionante a paixão que a crítica especializada de cinema tem em falar mal do Oscar. Tudo bem que a cerimônia ainda é longa demais e com uma irritante quantidade de intervalos comerciais. Mas só com muita má vontade (qualidade principal dos arrogantes críticos) para não encontrar coisas boas na edição deste ano da entrega do prêmio mais badalado da indústria cinematográfica.

Por exemplo, a apresentação de Hugh Jackman foi extremamente agradável. Parece que os produtores se tocaram que não adianta insistir com aqueles comediantes ou apresentadores de talk shows, que só fazem sucesso com suas piadinhas sem graça lá nos EUA. Jackman estava solto e à vontade no palco, como comprovou no sensacional número de abertura.

Outro ponto extremamente positivo foi a mudança na apresentação dos candidatos às principais categorias. A presença de cinco ganhadores, como uma espécie de "padrinhos" de cada um dos candidatos, deu um tom mais intimista e humano à cerimônia. Era visível a emoção em vários deles ao comentar o trabalho do colega.

O Oscar, reconheço, é meio brega e muitas vezes cansativo. Mas queé um grande barato assistí-lo, não há a menor dúvida.

Foto: integrantes do elenco de "Quem Quer Ser um Milionário?" sobem ao palco para festejar o prêmio de Melhor Filme
Crédito: site oficial do Oscar

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sim, Senhor (Yes Man)




Houve uma certa má vontade da crítica especializada com o divertido Sim, Senhor (Yes Man), que traz o ator Jim Carrey em sua melhor forma, novamente numa comédia escrachada. Não se trata de nenhuma obra-prima, mas o filme dirigido por Peyton Reed é um grande barato e faz aquilo que o cinema se propõe: divertir o espectador.

Após o convite de um amigo, Carl Allen (Jim Carrey) decide ir em um culto de auto-ajuda, que tem por base dizer sim a qualquer coisa que lhe aconteça ou ofereçam. Ao seguir este preceito, a vida de Carl começa a mudar, fazendo com que seja promovido e conheça Allison (Zooey Deschanel), por quem se apaixona. Porém, ao tentar aproveitar todas as oportunidades que lhe surgem, Carl começa a notar que tudo que é em excesso pode também cansar.

Ficha técnica
Nome:
Sim, Senhor (Yes Man)
Origem: EUA/Austrália

Ano da produção: 2008
Gênero: Comédia
Duração: 104min
Direção: Peyton Reed
Elenco: Jim Carrey (Carl Allen), Zooney Deschanel (Alison), Brandley Cooper (Peter), John Michael Higgins (Nick) e Rhys Darby (Norman)

COTAÇÃO DO BLOG: BOM

Fontes: Adoro Cinema e e-Pipoca

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road)




Um filme que dá um verdadeiro soco no estômoago do espectador. Em poucas palavras, assim pode ser definido Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road), de Sam Mendes, e interpretado de forma magnífica pelo casal Kate Winslet e Leonardo DiCaprio.

Frank (Leonardo DiCaprio) e April (Kate Winslet) formam um casal aparentemente feliz no início dos anos 50. Ao se mudarem para uma casa na Revolutionary Road, ficam orgulhosos por declarar independência da inércia suburbana que os rodeava. Porém logo eles percebem que estão se tornando justamente aquilo que não queriam ser. Frank está em um trabalho insignificante, enquanto que April é uma dona de casa infeliz. Decidida a mudar a situação, April propõe que comecem tudo de novo, deixando de lado o conforto da atual casa e recomeçando em Paris. Mas algumas surpresas colocarão todos os planos sob risco.

Mesmo diretor do ótimo Beleza Americana, Sam Mendes construiu aqui uma história densa e envolvente. A destacar a excepcional atuação de Kate Winslet, ganhadora do Globo de Ouro de Melhor Atriz - Drama. O filme teve ainda três indicações ao Oscar (Melhor Ator Coadjuvante, com Michael Shannon, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte).

Ficha técnica
Nome:
Foi Apenas um Sonho (Revolucionary Road)
Origem: EUA/Inglaterra
Ano da produção: 2008
Gênero: Drama
Duração: 119min
Direção: Sam Mendes
Elenco: Leonardo DiCaprio (Frank), Kate Winslet (April), Michael Shannon (John), Kathy Bates (Helen), Dylan Baker (Jack)

COTAÇÃO DO BLOG: ÓTIMO

Fonte: Adoro Cinema

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Corajoso Ratinho Desperaux (The Tale of Despereaux)



As crianças certamente não terão do que reclamar ao assistirem O Corajoso Ratinho Desperaux (The Tale of Despereaux). Trata-se de um conto de fadas à moda antiga, com diretor até a uma princesa encarcerada num castelo, a uma filha que não sabe quem é seu pai e por aí vai. A novidade da história, contudo, é o drama de uma ratazana e de um camundongo, que terão seus destinos cruzados por conta de um vilão.

O problema encontra-se no roteiro. Baseado no premiado livro infantil de Kate DiCamillo, "O Corajoso Ratinho Despereaux" une uma série de historinhas que acabam se cruzando até o clímax, quando todas se encontram. Na primeira parte, o filme caminha para uma direção, mas na metade final muda completamente, para reencontrar-se com o caminho original nas cenas derradeiras. Em resumo, uma bela confusão. Ainda assim, é diversão garantida para a garotada.

Ficha técnica
Nome:
O Corajoso Ratinho Desperaux (The Tale of Desperaux)
Origem: Inglaterra/EUA
Ano da produção: 2008
Gênero: Infantil, Comédia, Aventura
Duração: 90min
Direção: Sam Fell e Rob Stevenhagen
Elenco: Matthew Broderick (Desperaux), Dustin Hoffman (Roscuro), Emma Watson (Princesa Pea), Tracey Ullman (Mig), William H. Macy (Lester), Stanleu Tucci (Boldo)

COTAÇÃO DO BLOG: BOM


domingo, 25 de janeiro de 2009

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)




É simplesmente impossível não se emocionar com o belíssimo O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button). Baseado em um conto de Scott Fitzgerald, de 1928, o filme, dirigido por David Fincher (O Zodíaco, Clube da Luta) mostra de forma sensível e envolvente no drama de Benjamin Button, que na Nova Orleans de 1918 nasce misteriosamente com a aparência de um octagenário, mas ao longo dos anos vai se tornando cada vez mais jovem.

Interpretado de forma magnífica por Brad Pitt e com uma atuação irretocável de Cate Blanchett, Benjamin Button é no fundo uma linda história de amor entre Benjamin e Daisy. Mas nos mostra também, às vezes de uma forma tocante e dolorosa, da necessidade de aprendermos a lidar com as diferenças, com o fato de não sermos eternos e que não existe a fonte da juventude.

É candidato seríssimo a melhor filme no Oscar 2009.

Ficha técnica
Nome:
O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button)
Origem: EUA
Ano da produção: 2008
Gênero: Drama
Duração: 166min
Direção: David Fincher
Elenco: Brad Pitt (Benjamin Button), Cate Blanchett (Daisy), Taraji P. Henson (Queenie), Julia Ormond (Caroline), Jason Flemyng (Thomas Button), Tilda Swilton (Elizabeth Abbott)

COTAÇÃO DO BLOG: EXCELENTE

sábado, 24 de janeiro de 2009

Surpresas do Amor (Four Christmases)



A princípio, parece uma ideia interessante: mostrar como que um casal, que encontra as mais variadas desculpas para escapar das comemorações de Natal em família, irá fazer quando o encontro anual não puder mais ser evitado. E o que é pior, enfrentar o desafio quatro vezes, em razão de seus pais serem separados.

O problema é que a boa ideia original não consegue sustentar os 88 minutos de duração de Surpresas do Amor (Four Christmases), que entrou em cartaz neste final de semana nos cinemas brasileiros. O fraquinho roteiro acaba desperdiçando um ótimo elenco, onde se destacam Vince Vaughn (Brad) e Reese Whiterspoon (Kate), e ainda contam com o apoio de Robert Duvall, Sissy Spacek e Jon Voight. Nem mesmo as (poucas) piadas acabam salvando Surpresas do Amor ao final de sua exibição.

Ficha técnica
Nome:
Surpresas do Amor (Four Christmases)
Origem: EUA
Ano da produção: 2008
Gênero: Comédia
Duração: 88min
Direção: Seth Gordon
Elenco: Vince Vaughn (Brad), Reese Whiterspoon (Kate), Robert Duvall (Howard), Sissy Spacek (Paula), Jon Voight (Creighton), Mary Steenburgen (Marilyn)

COTAÇÃO DO BLOG: FRACO

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Oscar 2009: Clint Eastwood, a injustiça deste ano

Do site CineClick

Por Heitor Augusto

Como qualquer premiação, o Oscar comete equívocos, injustiças e, por muitas vezes, premia filmes por fatores extracinematográficos. Como explicar, por exemplo, a cegueira da Academia com a sátira política de Tempos Modernos (1936) ou a negação à crítica ferrenha de Cidadão Kane (1941)? Na edição de 2009, a cegueira atingiu Clint Eastwood, que merecia indicações em, pelo menos, quatro categorias, todas por Gran Torino.

Comecemos pela categoria Melhor Filme. Eastwood concebeu um personagem que é certamente um dos melhores já escritos. Walter Kowalski carrega em si uma ironia ao que é ser um americano conservador que discrimina estrangeiros. Kowalski, ao longo do filme, tem a possibilidade de redenção, o que não é nenhum segredo. Porém, os caminhos para chegar até lá, a intensidade da mudança e, especialmente, a maneira de fazê-la são simplesmente impressionantes, mesmo que irreais. Eastwood constrói um personagem de cinema e o encerra com um final que merece ser chamado de "cinematográfico".

Porém, a Academia não deixa de, sempre que tem oportunidade, indicar algum filme que use o nazismo como pano de fundo, um dos filões mais explorados do cinema. Assim, O Leitor, com um elenco estrelar (Kate Winslet e Ralph Fiennes) e a direção do já indicado Stephen Daldry (As Horas e Billy Elliot), entrou. E as indicações deste ano também reiteram que a Academia também gosta de cinebiografias tradicionais: ao fazer um filme mais sóbrio, Gus Van Sant e seu Milk - A Voz da Igualdade, um retrato do primeiro político gay assumido nos EUA, receberam indicações; quando mergulhou em uma viagem alucinante em Últimos Dias, retrato pouco convencional de Kurt Cobain, a Academia fingiu que não viu.

Melhor Ator
Se Walter Kowalski é o que é, parte de sua vida depende da interpretação de Eastwood, que transita com tremenda folga na pele do personagem. O ator absorveu o que Harry Callahan de Dirty Harry tinha de melhor para nos presentear com um anti-herói. Seu personagem não é linear e, por muitas vezes, o silêncio é mais importante que o texto. Mas a Academia resolveu surpreender e dar a primeira indicação da carreira de Richard Jenkins, de The Visitor. Será que foi um gesto de aplauso para o primeiro protagonista que o ator interpretou em 35 anos?

Um parênteses: Sally Hawkins, de Simplesmente Feliz, não repetiu a premiação no Globo de Ouro e sequer foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante. Seria porquê a Academia não é muito chegada em comédias?

Melhor Direção
Clint Eastwood, que em 2005 ganhou as estatuetas de Direção e Filme por Menina de Ouro, também passou em branco nas indicações da Academia para diretor. Neste ano, todos as produções indicadas a Melhor Filme tiveram seus respectivos diretores também indicados.

Isso, porém, não é uma regra, ao menos na última década. Nas últimas oito edições do Oscar, em apenas uma, a de 2006, todos os filmes tiveram seus diretores indicados. No meio do caminho, David Lynch foi indicado em 2002, mas Cidade dos Sonhos não; Fernando Meirelles, em 2004, foi indicado, mas Cidade de Deus ficou de fora; ou Julian Schnabel, ano passado, que foi indicado, mas O Escafandro e a Borboleta foi preterido pelo "quadrado" Desejo e Reparação.

Portanto, haveria espaço, sim, para uma merecida indicação de Eastwood como diretor, mesmo que Gran Torino ficasse de fora de Melhor Filme.

Melhor Canção
Para encerrar, falemos da categoria que no ano passado premiou a simpática Falling Slownly, do canadense Apenas Uma Vez. Neste ano, Quem Quer Ser um Milionário? ganhou duas indicações e Walle-E, uma.

O Saya, do filme anglo-indiano, é extremamente hábil em captar a atmosfera dos favelados de Mumbai a que se refere o título original do filme. Só que a Academia se empolgou demais com o clima West Side Story dos créditos finais do longa e resolveu colocar também Jai Ho.

Se O Saya é o símbolo da atmosfera de Quem Quer Ser Um Milionário?, a canção Gran Torino carrega todo o significado do longa de Clint Eastwood. Uma tremenda injustiça deixá-la de fora.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A Troca (Changeling)

Os últimos filmes de Clint Eastwood foram marcados por rara beleza, emoção e grandes interpretações. Sua obra mias recente, A Troca (Changeling) é um belo filme, sem dúvida alguma, mas quem rouba a cena é mesmo Angelina Jolie, que com uma atuação estupenda se candidata a uma indicação para o Oscar 2009.

O filme se passa em 1928 e conta a história de Christine Collins, uma funcionária da companhia telefônica, que ao voltar do trabalho não encontra o seu filho em casa. Começa aí o grande drama de Christine em busca do garoto, retratada com muita garra e emoção por Angelina. Quando a incompetente polícia de Los Angeles traz um outro menino, Christine vive um novo drama, tentando provar que aquele não era seu filho.

Nos 141 minutos de duração do filme, a luta de Christine, que conta com a ajuda do reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich) para desafiar o sistema, acaba se confundindo com a de outras mulheres, que também sofriam,aquele começo de século 20, vivendo em uma sociedade extremamente machista.

O belo trabalho de Eastwood não está no mesmo nível de outras belíssimas obras assinadas por ele nos últimos anos. Mas Angelina Jolie comprova que vem se tornando uma atriz cada vez mais madura e competente.

Ficha técnica
Nome:
A Troca (Changeling)
Origem: EUA
Ano da produção: 2008
Gênero: Drama, Policial
Duração: 141min
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Angelina Jolie, Gattlin Griffith, John Malkovich, Jeffrey Donovan e Jason Butler Harner

COTAÇÃO DO BLOG: ÓTIMO

sábado, 10 de janeiro de 2009

Para ver na TV: Em Boa Companhia


Para deleite dos fãs (e do dono do blog também), Scarlett Johansson, personagem do post abaixo, é uma das principais personagens de Em Boa Companhia (In Good Company), que a Tv Globo irá exibir esta noite, a partir das 23h05.

Homem de meia-idade, executivo da área de propaganda (vivido por Dennis Quaid), se vê diante de um novo desafio: um chefe (Topher Grace) que tem a metade da sua idade. Com a inesperada gravidez de sua esposa e os gastos extras com as faculdades de suas filhas, ele não pode perder seu atual emprego e tenta manter um clima agradável no trabalho. Para piorar, seu chefe acaba se apaixonando por uma de suas filhas (Scarlett Johansson).

Ficha técnica
Nome:
Em Boa Companhia (In Good Company)
Origem: EUA
Ano da produção: 2004
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 110min
Direção: Paul Weitz
Elenco: Dennis Quaid, Topher Grace, Scarlett Johansson, Marg Helgenberger, Selma Blair

COTAÇÃO DO BLOG: BOM

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Para ver na TV: Grease

Eu considero este um dos melhores musicais de todos os tempos. Sem brincadeira. Ou como explicar que 31 anos depois de seu lançamento, Grease - Nos Tempos da Brilhantina ainda encante tantas pessoas? Pois esta é a opção dos assinantes do canal TCM Classic Hollywood nesta quinta-feira, às 22h

O roteiro tem um pouco da ingenuidade do que era os EUA nos anos 50: a conturbada história de amor de dois jovens Danny e Sandy, que vivem o último ano do colégio, passando pela efervescência do nascimento do rock'nd'roll, tudo com muita música e dança.

Músicas sensacionais, diga-se de passagem. E para completar, tem ainda a química perfeita do casal central, vividos por Olivia Newton-John (Sandy) e John Travolta (Danny).

É para ver, rever e sair dançando pela sala!

Ficha técnica
Nome:
Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease)
Origem: EUA
Ano da produção: 1978
Gênero: Comédia, Musical
Duração: 110min
Direção: Randal Kleiser
Elenco: John Travolta, Olivia Newton-John, Stockard Channing, Jeff Conaway, Lorenzo Lamas

COTAÇÃO DO BLOG: EXCELENTE


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Para ver na TV: Cartas de Iwo Jima


Como Clint Eastwood pode ter protagonizado personagens tão marcados pela violência, como o detetive Dirty Harry, sendo capaz de produzir obras tão lindas como Cartas de Iwo Jima (Letters From Iwo Jima)? O filme é a versão melhorada de A Conquista da Honra e traz a visão japonesa da sangrenta batalha na ilha de Iwo Jima, no final da Segunda Guerra Mundial. O filme será exibido nesta terça-feira, às 22h35, pela HBO Plus.

De forma emocionante, conta a história do comandante japonês Tadamichi Kuribayashi (Ken Watanabe), escolhido pelo Alto Comando do império do Japão para comandar a última linha de defesa do país. Escondidos em túneis, os soldados japoneses tentam, inutilmente, resistir ao maior poderio militar dos americanos, que desembarcaram na ilha em fevereiro de 1945.

Enquanto isto acontece Kuribayashi e outros escrevem várias cartas, que dariam vozes e rostos para aqueles que ali estavam e o relato dos meses que antecederam a batalha e o combate propriamente dito, sobre a ótica dos japoneses.

Ficha técnica
Nome:
Cartas de Iwo Jima (Letters From Iwo Jima)
Origem: EUA
Ano da produção: 2006
Gênero: Guerra, Drama
Duração: 140min
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Ken Watanabe, Kazunari Nimomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase

COTAÇÃO DO BLOG: EXCELENTE


domingo, 4 de janeiro de 2009

Para ver na TV: Louca Escapada



Os assinantes do canal pago TCM Classic Hollywood têm uma grande pedida hoje, às 22h: Louca Escapada (The Sugarland Express), um dos filmes menos badalados, mas nem por isso menos brilhantes do consagrado diretor Steven Spielberg. Aliás, este foi o primeiro longa-metragem de Spielberg, premiado como o melhor roteiro do Festival de Cannes.

Produzido em 1974, é baseado numa história real, sobre a mulher (Goldie Hawn) que vai visitar o marido (William Atherton) na prisão, prestes e ser posto em liberdade condicional, e que o convence a fugir para resgatar o filho de ambos, na cidade de Sugarland, no Texas, que foi adotado por outro casal. Na fuga eles levam um policial como refém e são perseguidos pela polícia e pela imprensa. Um filme que não o irá deixar sair da poltrona.

Ficha técnica
Nome:
Louca Escapada (The Sugarland Express)
Origem: EUA
Ano da produção: 1974
Gênero: Policial, Drama
Duração: 110min
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Goldie Hawn, William Atherton, Ben Johnson, Michael Sacks

COTAÇÃO DO BLOG: BOM


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Disney acerta a mão em "Bolt"


Desde que os estúdios da Pixar revolucionaram os filmes de animação com Toy Story, em 1995, a gigante Disney começou a sofrer um claro processo de decadência. Afinal, quem iria querer assistir aos desenhos de visual ultrapassado e com roteiros sem graça, quando poderia assistir às incríveis aventuras de brinquedos com crise de identidade ou carros que têm sua própria cidade.

Mas eis que os estúdios Disney - depois de incorporar a Pixar, em 2006 - começaram a reagir e fizeram uma obra de primeira. Bolt - Supercão, que entrou em cartaz nesta última quinta-feira, é talvez uma de suas melhores obras nos últimos tempos.

Bolt conta a história de um cãozinho (filhote de pastor alemão) que é um astro de uma série de TV, sempre salvando sua dona, a garotinha Penny, dos perigos dos vilões. Mas Bolt não sabe que tudo não passa de ficção - em uma verdadeira versão animada do excelente Show de Truman, cujo personagem de Jim Carrey também estrelava um reallity show sem saber.

O mundo de Bolt vira do avesso quando ele deixa o estúdio por acaso e vai parar em Nova York. Aí, começa a grande aventura, ao lado da gata vira-lata Mittens e do hamster-fã Rhino, para tentar reencontrar Penny.

Sem apelar para clichês piegas, Bolt - Supercão diverte e também emociona, falando de valores simples mas às vezes tão esquecidos, como amizade e companheirismo. É um filme que irá agradar em cheio a adultos e crianças. E digo isso por experiência própria.

Ficha técnica
Nome:
Bolt - Supercão (Bolt)
Origem: EUA
Ano da produção: 2008
Gênero: Animação, Infantil
Duração: 96min
Classificação: livre
Direção: Byron Howard e Chris Williams

COTAÇÃO DO BLOG: ÓTIMO

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"Gomorra" mostra de forma exuberante o horror da máfia napolitana

Esqueça tudo o que você já viu no cinema e na TV sobre filmes relacionados com a máfia italiana. Perto de Gomorra, que estreou nos cinemas brasileiros no último dia 19 de dezembro, a turma de Os Bons Companheiros chega a ser até romântica.

Baseado em um livro do pesquisador e jornalista Roberto Saviano, Gomorra - que é dirigido por Matteo Garrone - traz de maneira intensa e muitas vezes bem violenta a história da Camorra, a máfia napolitana. Como principal credencial, o filme traz o Grande Prêmio do Juri no Festival de Cannes 2008.

Mas nem precisaria deste prêmio para ser um filmaço. Gomorra envolve o espectador ao longo de seus 137 minutos de duração de uma forma que você nem sente o tempo passar. As cinco histórias paralelas contadas no filme mostram o tamanho do poder da Camorra sem que o poder público possa fazer nada.

A situação lembra muito o que vemos diariamente nos telejornais, a respeito da guerra do tráfico de drogas contra a polícia nas principais favelas brasileiras. Segundo dados colhidos por Saviano, nos últimos 30 anos o crime organizado na Itália foi responsável por 10.000 mortes, 4 mil delas sob responsabilidade da Camorra. Saviano garante que a máfia napolitana ajudou financeiramente na reconstrução das Torres Gêmeas, em Nova York.

Em resumo, Gomorra é um belíssimo filme, para ser visto e discutido.

Ficha técnica
Nome:
Gomorra (Gomorra)
Origem: Itália
Ano da produção: 2008
Gênero: Drama, Policial
Duração: 137min
Classificação: 18 anos
Direção: Matteo Garrone
Elenco: Carlo Del Sorbo, Salvatore Abruzzese, Gianfelice Imparato

COTAÇÃO DO BLOG: ÓTIMO


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A diversão continua em "Madagascar 2 - A Grande Escapada"; confira o trailer

É um grande barato assistir Madagascar 2 - A Grande Escapada, que entra em cartaz a partir desta sexta-feira (12/12) nos cinemas brasileiros, mas que estava em pré-estréia no último final de semana.

A seqüência do grande sucesso de 2005 dos estúdios DreamWorks manteve o pique do original e, em alguns momentos, é até superior. Por exemplo, conhecemos como o leão Alex foi parar no Zoológico de Nova York, onde se tornou a grande atração. Também conhecemos a grande paixão secreta da girafa hipocondríaca Melman.

E para variar, os pinguins aloprados roubaram a cena de novo. E ainda tiveram a companhia da vovó Nana, aquela que é faixa preta em artes marciais.

Confira abaixo o trailer de Madagascar 2 - A Grande Escapada:



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um grande equívoco e uma bela surpresa em cartaz nos cinemas brasileiros

Sabe aquele filme no qual você sai do cinema surpreendentemente satisfeito? Esta foi a minha impressão ao assistir neste último final de semana ao excelente Na Mira do Chefe (In Bruges), que pelo título em português imagina-se tratar de uma comédia meio boba e despretensiosa, mas que no final revela-se um filme absolutamente interessante, com ótimo roteiro e recheado de tiradas sarcásticas, além de uma pitada de drama.

Estrelado por Colin Farrell (Miami Vice, O Sonho de Cassandra, Alexandre) e Brendan Gleeson (Gangues de Nova York, A Vila, Harry Potter), o filme é dirigido pelo diretor estreante Martin McDonagh, que traz uma criativa mistura de filme policial, drama e comédia.

Dois matadores de aluguel, Ray (Farrell) e Ken (Gleeson) são mandados pelo neurótico chefe (Ralph Fiennes, de O Jardineiro Fiel) para Bruges, na Bélgica, após fazerem uma burrada em um serviço. As diferenças culturais entre os dois colegas dá o tom de comédia do filme, às vezes politicamente incorreto, que se repente se transforma em drama por causa de problemas de consciência que os dois assassinos terão ao longo da trama.

Um belíssimo filme, amparado num roteiro inteligente e de quebra ótimas atuações de grandes atores. Um programaço, não perca!


Em compensação....

Eu já estava consciente que iria perder dinheiro ao assistir As Duas Faces da Lei (Righteous Kill). As críticas que li eram todas desfavoráveis, mas como tenho um certo pé atrás em relação aos críticos, resolvi arriscar. Estava no mínimo curioso: como pode ser tão ruim um filme que reúne dois gigantes do cinema como Roberto De Niro e Al Pacino? Pois é, mas pode.

Dirigido por Jon Avnet (Tomates Verdes Fritos) e com roteiro de Russell Gewirtz (O Plano Perfeito), além da dupla De Niro e Pacino, o filme teria tudo para dar certo, mas contraria a lógica e o resultado é um grande equívoco de 100 minutos de duração. O roteiro é frágil e óbvio, sem contar algumas atuações sofríveis (De Niro mostra uma preguiça irritante diante da câmera).

O que me deixou surpreso, porém, foi ver a sala do cinema em que estava quase lotada. O que me leva a pensar em duas hipóteses: ou o público é masoquista e gosta de gastar dinheiro com qualquer porcaria, ou não lê jornal e vai ao cinema apenas pela fama dos astros principais. Talvez sejam as duas coisas.

Fotos: Divulgação

domingo, 5 de outubro de 2008

Jukebox: Everebody's gotta learn sometimes (Beck), do filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"

Este é um dos meus filmes preferidos, mas reconheço que não é uma das obras mais fáceis de se assistir. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004) traz para as telas aquilo que todos nós já pensamos em fazer algum dia: apagar de nossa mente alguma passagem desagradável de nossas vidas. É um filmaço!

Protagonizados pelos ótimos Jim Carrey e Kate Winslet, que neste domingo completa 33 anos, tem um elenco de apoio de peso, com Tom Wilkinson, Kirsten Durst, Mark Ruffalo e Elijah Wood.

No clip abaixo, a música que encerra o filme, Everebody's gotta learn sometimes, regravação feita por Beck da belíssima interpretação de The Korgis.


domingo, 21 de setembro de 2008

"Mamma Mia!" comprova a velha tese: se você é ranzinza, vire um crítico de cinema

A cada dia que passa, convenço-me que o último lugar onde devo tomar referências antes de ir ao cinema é o caderno de variedades dos jornais. O exemplo mais recente aconteceu antes de assistir a "Mamma Mia! - O Filme", que liderou as bilheterias brasileiras em sua semana de estréia.

"Histérico", "resultado abaixo da média", "músicas não se encaixam na ação", "Mamma Mia não foi pensado cinematograficamente", "um filme cheio de momentos constrangedores" são apenas algumas frases pinçadas em críticas de boa parte dos jornais e sites especializados.

Se eu tomasse como base estes malas, certamente não teria passado cerca de duas agradáveis horas dentro do cinema.

"Mamma Mia!" pode não se ruma obra-prima em termos de roteiro, mas pelo amor de Deus, cinema é diversão (acho que já escrevi isso aqui). É simplesmente impossível não se empolgar com a história da garota Sophie (Amanda Seyfried), que prestes a se casar, decide descobrir quem é seu pai e para isso, convida três ex-namorados de sua mãe, Donna (Meryl Streep): Sam (Pierce Brosnan), Bill (Stellan Skarsgard) e Harry (Colin Firth).

O grande charme do filme - e o que certamente irrita boa parte dos azedos críticos de cinema - são as canções pop
do grupo sueco Abba, ícone dos anos 70 e início dos 80. Como minha mulher comentou comigo após a sessão, sua alma fica mais leve depois de ver "Mamma Mia!".

Ah, e mais uma coisa: se depois dos 108 minutos de duração você não conseguir nem ter ânimo para cantarolar "Dancing queen", parabéns: já pode se tornar mais um azedo crítico de cinema.

Fotos: divulgação