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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Jukebox: Sounds of Silence (A Primeira Noite de um Homem)

A marcante cena de abertura de A Primeira Noite de um Homem (The Graduate), com a não menos marcante trilha sonora de Simon e Garfunkel, aqui representada por Sounds of Silence. Nesta quinta-feira (15/01), completam-se 41 anos que A Primeira Noite de um Homem foi lançado no Brasil.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Reveja trailer de "O Dia em que a Terra Parou", versão original de 1951

Não há dúvida que a estreia mais esperada do próximo final de semana nos cinemas brasileiros será de O Dia em que a Terra Parou, com Keanu Reeves e Jennifer Connelly. Fico sempre ressabiado com estas refilmagens de clássicos ou de filmes de muito sucesso no passado, pois na maioria das vezes o resultado é uma grande decepção.
Ainda mais quando se trata de uma releitura de um filmaço como este O Dia em que a Terra Parou, de 1951, dirigido por Robert Wise e que tinha Michael Rennie no papel do alienígena Klaatu, que veio à Terra para aos líderes mundiais que se a Guerra Fria e a corrida armamentista continuasse, seu povo invadiria o planeta.

Para à época, foi um filme impressionante, que inclusive ganhou um Globo de Ouro em 52. Que a versão atual faça jus à antecessora.




terça-feira, 28 de outubro de 2008

Gerard Damiano, o homem que transformou "Garganta Profunda" em cult

Para a turma da minha geração, talvez não exista entre aqueles chamados "filmes adultos" (o pupular pornô!) algo mais marcante do que Garganta Profunda. Naqueles anos pós-censura, lá por volta de 1981, 82, era comum que fossem relançados alguns clássicos do cinema que ficaram barrados por conta da iluminada cabeça dos censores.

Isso aconteceu com Garganta Profunda, obra do diretor de origem italiana Gerard Damiano, que morreu nesta segunda-feira (27/10), na Flórida (EUA), de problemas cardíacos.

O filme, de 1972, causou uma verdadeira revolução, pois foi o primeira a ser exibido em cinemas tradicionais e passando dos US$ 600 milhões de arrecadação. E pensar que Damiano só levou uma semana para filmá-lo, gastando US$ 25 mil.

O segredo do sucesso: o desempenho da atriz principal, Linda Lovelace (na verdade, Linda Boreman, morta em 2002 num acidente de carro), a quem o título do filme fazia referência, graças à insólita localização do clitóris da sua personagem.

Mas Damiano também tem seus méritos, ao conseguir colocar uma trama interessante em um gênero de filme onde roteiro é o que menos importa. Ele foi a inspiração para o personagem de Burt Reynolds no filme Boogie Nights, que fazia um diretor que sonhava com o reconhecimento artístico.

Polêmico (também, né?), o filme foi banido em vários estados americanos na época, enquanto o ator Harry Reems, que fez o papel de um médico que descobriu o segredo de Linda, sofreu vários processos. Já Linda afirmou que foi obrigada por seu marido e empresário a fazer o filme sob a mira de uma arma. "Quem assistiu a Garganta Profunda na verdade estava vendo o meu estupro", disse a atriz, anos depois.


Abaixo, alguns trechos do grande sucesso de Gerard Damiano:



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Jukebox: Layla (Eric Clapton)

Tenho bronca de filmes dublados. Nada contra a profissão dos dubladores, longe disso. Mas é que ver alguns filmes sem as velhas e boas legendas é o fim da picada. Não combina.

É o caso, por exemplo, de Os Bons Companheiros (The Goodfellas), uma obra-prima de Martin Scorsese. Como obra-prima também é Laya, de Eric Clapton.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Jukebox: What a Wonderful World (Louis Armstrong)

Para recordar Louis Armstrong, uma cena do memorável Bom Dia, Vietnã (1987), com Robin Williams fazendo o papel do DJ que virou ídolo dos soldados americanos. Aqui, as imagens terríveis de uma guerra estúpida se contrapõe com a belíssima canção de Armstrong.


domingo, 5 de outubro de 2008

Jukebox: Everebody's gotta learn sometimes (Beck), do filme "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças"

Este é um dos meus filmes preferidos, mas reconheço que não é uma das obras mais fáceis de se assistir. Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004) traz para as telas aquilo que todos nós já pensamos em fazer algum dia: apagar de nossa mente alguma passagem desagradável de nossas vidas. É um filmaço!

Protagonizados pelos ótimos Jim Carrey e Kate Winslet, que neste domingo completa 33 anos, tem um elenco de apoio de peso, com Tom Wilkinson, Kirsten Durst, Mark Ruffalo e Elijah Wood.

No clip abaixo, a música que encerra o filme, Everebody's gotta learn sometimes, regravação feita por Beck da belíssima interpretação de The Korgis.


sábado, 4 de outubro de 2008

Reveja cena de "Planeta dos Macacos", com Charlton Helston

O sujeito era um reacionário de primeira, republicano até o último fio de cabelo, além de ser um árduo defensor da posse ar armas pelo cidadão comum. Mas o ator americano Charlton Helston, que morreu em abril deste ano e que neste 4/10 completaria 85 anos, teve uma carreira marcada por grandes filmes.

Seus trabalhos de maior sucessos foram Os Dez Mandamentos (1956), quando interpretou Moisés, e Ben-Hur (1959), o da famosa cena da corrida de bigas e que lhe rendeu o Oscar de melhor ator.

Também foi marcante sua participação em O Planeta dos Macacos (1968), de Franklin J. Schaffner, que teve outras quatro continuações, sem a mesma qualidade, é bom que se diga. Mas este primeiro filme era muito bom. Helston, que interpretou o astronauta Taylor, dá um show no planeta comandado pelos macacos.

A cena final, reproduzida no vídeo abaixo, é perturbadora. Na época em que vi o filme, exibido pela extinta TV Tupi, em 1973 ou 74, lembro-me de ter ficado impressionado. Não foi à toa.



Fontes: Ponteiro e YouTube

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Jukebox: Whole Lotta Shakin' Going On (Jerry Lee Lewis)

Este figuraça aí do vídeo abaixo completa nesta segunda-feira (29/9) 73 anos de idade. E não são poucos os que dizem que é Jerry Lee Lewis o verdadeiro rei do rock and roll. Parte de sua conturbada biografia pode ser vista no filme A Fera do Rock, de 1989, onde Lewis foi interpretado magistralmente por Dennis Quaid.

Para não deixar ninguém sentando, Whole Lotta Shakin' Going On:



domingo, 28 de setembro de 2008

Brigitte Bardot, um mito do cinema com quem o tempo foi muito cruel

Neste domingo (28/9), a atriz francesa Brigitte Bardot completa 74 anos. Mas ao olhar as fotos acima, fica difícil acreditar que ela causou uma verdadeira revolução sexual na história do cinema, ao final dos anos 50 e início dos anos 60. Tinha uma beleza cativante, meio menina, meio mulher.

Aos 18 anos, encantou o diretor francês Roger Vadim, responsável por lançá-la nas telas com um estrondoso sucesso: E Deus Criou a Mulher, de 1956, além de dirigi-la em Quer Dançar Comigo e Amores Célebres.

Hoje, castigada pelo tempo, ela tornou-se uma pessoa amarga e extremamente racista, tendo sido condenada várias vezes por incitar o ódio racial entre franceses e mulçumanos.

No vídeo abaixo, dá pra entender por que Bardot já deixou tanto homem de queixo caído...



segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Jukebox: Johnny Be Goode (Marty McFly)

Os insones foram brindados nesta última madrugada com a reprise de "De Volta Para o Futuro", a maravilhosa aventura no tempo de Marty McFly (Michael J. Fox) e o Dr. Brown (Cristhopher Lloyd). Não dá para cansar de rever...abaixo, a cena com Marty interpretando "Johnny Be Goode".


sábado, 13 de setembro de 2008

Reveja o vídeo com cena inesquecível de "Os Fantasmas se Divertem"

Os canais de TV a cabo no Brasil, que pelo preço que cobram deveriam fornecer um conteúdo bem especial para o telespectador, há muito tem sua qualidade questionada, além do excesso de reprises. Até aí, nenhuma novidade, diversos sites e blogs especializados em TV já vem batendo nesta tecla.

Mas às vezes a gente se surpreende. Na última madrugada, por exemplo, quem estava sem sono e assina a HBO pôde matar a saudade de um filme inesquecível: Os Fantasmas se Divertem (Beetle Juice, EUA), do diretor Tim Burton, produzido em 1988. Um grande barato, quem não viu, pode encontrá-lo facilmente nas locadoras.

O filme, uma comédia de terror bem ao gosto de Burton, conta a história de um casal que morre num acidente e tenta se livrar de uma família que vai viver em seu lar. Além de trazer Alec Baldwin (magrinho, magrinho...), Geena Davis e Winona Ryder nos papéis centrais, tem Michael Keaton impagável como Beetlejuice, o exorcista de humanos, que na verdade é um grande pilantra.

Uma das melhores cenas é esta reproduzida no vídeo abaixo, quando em pleno jantar todos começam a dançar ao som de Banana Song.


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Jukebox: Live and Le Die (Paul McCartney)

Sou fã da série James Bond e 007 - Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die), de 1973, é um dos meus preferidos. Apesar de achar que ninguém fará melhor o papel do espião James Bond do que o escocês Sean Connery, este filme prova que Roger Moore também não deu vexame ao encarnar o personagem, muito pelo contrário.

E se tudo isso não bastasse, ainda tem Paul McCartney e o grupo The Wings, interpretando a canção que dá título ao filme e que inclusive concorreu ao Oscar de 1974. Show de bola!



quinta-feira, 8 de maio de 2008

George Peppard e Audrey Hepburn em um dos momentos mais belos do cinema

Há 14 anos morria o ator George Peppard. A galera mais nova com certeza o viu na famosa série de TV Esquadrão Classe A, onde interpretou o coronel John "Hannibal" Smith. Mas a história de Peppard no cinema tem uma biografia extensa, tendo como ponto alto sua participação no belíssimo filme Bonequinha de Luxo, de Blake Edwards.

Uma das cenas mais bonitas do filme (e da história do cinema) está aí abaixo, com Peppard ouvindo Audrey Hepburn cantar a música-tema Moon River. Aliás, o que é mais bonito: a música ou Audrey Hepburn?


domingo, 13 de abril de 2008

"Butch Cassidy" faz qualquer um torcer para o bandido

Em 13/04/1866, nascia o assaltante americano Robert LeRoy Parker. Até aí, nada demais, se ele também não fosse conhecido pelo nome de Butch Cassidy, cuja figura foi imortalizada no cinema através do filme "Butch Cassidy and the Sundance Kid", com Paul Newman no papel de Butch, enquanto Robert Redford viveu Sundance. Foi vencedor de 4 Oscars em 1969 (melhor roteiro, melhor fotografia, melhor trilha sonora e melhor canção).

O filme retratou, de forma divertida, romântica e até um pouco melancólica os últimos anos de Butch Cassidy, quando precisaram fugir dos EUA após uma série de assaltos ao trem pagador da Union Pacific (a companhia de estrada de ferro dos EUA na época). Na fuga, acabaram viajando para a Bolívia, onde Butch e Sundance foram mortos pelo exército boliviano, em novembro de 1908.

Dirigido por George Roy Hill, "Butch Cassidy" ainda tem em seu elenco a belíssima Katharine Ross, que interpreta o papel de Etta Place, a namorada de Sundance. É ela que divide esta cena maravilhosa com Paul Newman, no inesquecível passeio em uma bicicleta, ao som de Raidrops Keep Falling on My Head, interpretada por B. J. Thomas.



quarta-feira, 2 de abril de 2008

Marvin Gaye terá biografia no cinema; relembre alguns de seus sucessos

Se vivo estivesse, o cantor americano Marvin Gaye estaria completando hoje 69 anos. Foi morto de forma estúpida, em 1º/4/1984, baleado por seu próprio pai, após uma discussão. Um dos maiores - se não o maior - representante da black music, dono de uma voz maravilhosa e emocionante, Gaye terá sua vida retratada no cinema.

Estão em fase de pré-produção dois filmes sobre a vida de Marvin Gaye. O primeiro, Sexual Healing, abordará os dois últimos anos da vida do cantor, quando ele se mudou para a Bélgica após sair da gravador Motown, afundando-se nas drogas. O ator Jesse Martin (que faz o detetive Ed Green no seriado Law & Order) fará o papel de Gaye.

O outro deverá se chamar Marvin - The Marvin Gaye Story, que também está em fase de pré-produção, pretende abordar toda a vida do artista. Sabe deste filme apenas que o orçamento é de US$ 40 milhões.

Enquanto estes filmes não chegam à telona, o jeito é apelar para o YouTube e garimpar algumas pérolas da carreira do grande Marvin, como a belíssima Let's Get It On, em versão ao vivo no Festival de Montraux de 1980.



Ou então, neste dueto maravilhoso com Tammi Terrel, parceira de outros sucessos na época da Motown, interpretando a empolgante Ain't no Mountain High Enough, de 1967, que chegou a fazer parte da trilha sonora do drama Lado a Lado, com Susan Sarandon e Julia Roberts anos atrás.



E por fim, seu último sucesso, Sexual Healing, de 1982, que lhe rendeu o único prêmio Grammy de sua carreira.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Elvis no Havaí: 35 anos de um show histórico; veja os vídeos

Uma das coisas boas desta madrugada de quinta-feira, depois de encarar mais um fechamento "gostoso" no Diário e um empate sem vergonha do São Paulo, foi ter visto um documentário que há muito queria assistir. O canal TCM acaba de exibir "Elvis: Aloha from Hawaii", que mostra o grande Elvis Presley já na curva descendente de sua vida, mas ainda assim mostrando, em algumas canções, por que foi durante anos o Rei do Rock. Este documentário pode ser encontrado em boas locadoras.

O show, realizado em 14 de janeiro de 1973 no Honolulu International Center Arena, é histórico por vários motivos. Para começar, foi o primeiro programa de TV transmitido ao vivo para todo o planeta via satélite. Na ocasião, as imagens chegaram a 40 países, com um público estimado de 1,5 bilhão de pessoas. Que artista consegue repetir tal façanha hoje em dia, hein?


Depois, foi uma das últimas ocasiões em que Elvis ainda se exibiu sem aquela silhueta inchada e constrangedora. Tudo bem, as roupas são bregas, as coreografias meio ridículas, a barriga já começa a aparecer, mas não há como não reconhecer momentos brilhantes de Elvis, especialmente em Burning Love, Blue Suede Shoes, Suspicious Minds e Can't Help Falling in Love. Esqueça as baladas melosas e sem graça. Na hora do rock, Elvis arrasava e mostrou isso neste show. E que voz tinha o sujeito!

Abaixo, para curtir, dois momentos brilhantes deste show.

Primeiro, Burning Love




Depois, Can't Help Falling in Love

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Roy Scheider, o homem que matou o Tubarão, morre nos EUA

Protagonista de um dos maiores sucessos da história do cinema, o ator americano Roy Scheider, que viveu o papel do policial Martin Brody no filme "Tubarão" (1975), morreu nesta segunda-feira (11/2), aos 75 anos, no hospital da Universidade de Arkansas.

A causa da morte não foi divulgada, mas Scheider vinha recebendo tratamento para um mieloma múltiplo nos últimos dois anos.

Primeiro filme da história do cinema a ultrapassar os US$ 100 milhões de bilheteria, "Tubarão" serviu para colocar o diretor Steven Spilberg na condição de gênio. Scheider roubava a cena, como um policial que se mudou da agitada Nova York para o tranqüilo balneário de Amityville, que vira de pernas pro ar quando um tubarão gigante resolve fazer a população local de almoço.

Além de Scheider, outros dois astros também brilharam em "Tubarão": Richard Dreyfuss, no papel de um oceanógrafo, e Robert Shaw, que viveu o pescador boca-suja Quint. Os três saíram na caçada ao tubarão, que acabou morto (na verdade, explodido) após um tiro do xerife Brody acertar um tubo de oxigênio que estava indo para o estômago do tubarão. Hoje, descrito assim, parece trash. mas na época, era de assustar.


Um grande filme e um grande ator.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"Domingo Sangrento" ainda está vivo na memória da Irlanda

Neste dia 30 de janeiro, comemora-se um triste aniversário na história da Irlanda e da Inglaterra. Foi num dia como hoje, em 1972, que soldados ingleses abriram fogo durante uma multidão que participavam de uma passeata pelos direitos humanos em Derry, na Irlanda. No final, 14 pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas.

O episódio foi reproduzido nas telas de forma brilhante pelo diretor Paul Greengrass (de "O Ultimato Bourne"), que em 2002 fez Domingo Sangrento (Bloody Sunday), um drama em estilo de documentário. Emocionante, traz ainda nos créditos finais a magnífica canção Bloody Sunday, do U2, que serviu para protestar pela barbaridade cometida contra civis inocentes. É possível alugar o DVD nas locadoras ou mesmo assisti-lo em algum canal de TV a cabo.

O vídeo abaixo traz um clipe do U2 com cenas extraídas do filme, além de fotos reais do dia do massacre.